A tal bio.

Muito escrevo eu sobre a minha vida para quem tem uma vida tão pouco interessante. Parece-me óbvio que preciso de sair mais.

As bios são sempre um problema. Bastava escrever uma, não era? Mas de cada vez que me pedem uma pequena biografia para um livro ou evento em que vá participar, o texto anterior nunca me parece adequado. Ou está demasiado sério, ou demasiado longo, ou demasiado irrelevante, ou demasiado condescendente.

A auto-promoção necessária para sobreviver como freelancer tem muitas rasteiras. É fácil escorregar na falsa modéstia ou aterrar no exibicionismo. A objectividade é complicada, mas há que tentar.

A minha última tentativa  está aqui, e é uma versão encurtada do testamento pretensioso que escrevi da última vez. Seguirá o seu destino na companhia da imagem acima, um même que pede aos artistas que se retratem com os conteúdos da sua mala e com uma lista do que se gosta e que se detesta.

E agora vou ali tentar ser um bocadinho menos egocêntrica e já volto.

 

 

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