Itália, dia 4

Deixei para trás o Lago d’Iseo numa maratona de 4 horas de auto-estrada chuvosa, a cantar bem alto para não me deixar vencer pelo cansaço. O dia, tal como eu, estava de ressaca do casório.

A Cátia, a companheira de viagem que eu tinha abandonado na estação central de Milão, esperava-me na deliciosa Pensione Calcina. Para meter a conversa em dia sem demoras, resolvemos entregar-nos ao luxo de almoçar mesmo ali no restaurante do hotel, e a refeição que esperamos tenha sido a mais cara de toda a viagem, valeu bem a pena.

Infelizmente a chuva não parou, mas com a vontade que tinha de me perder pelos canais, não me deixei persuadir a refugiar-me num qualquer museu ou exposição. Desculpa, amiga.

Veneza é linda e encantada em todos os seus edifícios, orgulhosa da sua decadência a ponto de hotéis chiques poderem ter o estuque a cair das paredes. No entanto, o excesso de população turística torna, por vezes, as passeatas infernais. Por desconfortável que seja a chuva constante, ajuda a libertar a cidade das multidões. Restaram apenas uns resistentes, bem equipados de impermeáveis de plástico e guarda-chuvas coloridos, que devolveram às fotografias o colorido que as nuvens se encarregaram de tirar.

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One Reply to “Itália, dia 4”

  1. Veneza é linda com chuva,com sol, com as paredes a cair, os canais até podem cheirar mal (nunca me aconteceu…)que o seu encanto persiste, como um mundo encantado, cheio de mistério, onde a cultura renascentista, aparece a cada esquina.
    Patricia, sou suspeita, adoro Veneza.
    Descubram novos encantos…
    Beijinhos às duas.

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