Itália, dia 5.2

Saímos de Veneza em direcção a Ravenna quase perto da hora de almoço e resolvemos parar na primeira localidade que encontrámos à beira do Adriático. Na pequena vila piscatória de Chioggia, parámos numa banquinha de traquitanas, onde a Cátia comprou finalmente um chapéu de palha a um marroquino simpático chamado Ahmed. Inevitavelmente, o vendedor meteu conversa connosco, e ao descobrir que éramos portuguesas, chamou-nos de vizinhas e ofereceu-nos umas pulseiseirinhas hippies de boa sorte, que ele mesmo insistiu em colocar.

Infelizmente, o Ahmed era a única coisa simpática naquele sítio deprimente, e assim que disfrutamos da pizza deliciosa que a empregada mais mal encarada de Itália nos trouxe, fugimos dali a toda a velocidade. Ainda passamos pelas praias pindéricas ali do sítio, cheias de parques de diversões e campos de férias antes de voltarmos à estrada principal, um quê desiludidas com a costa adriática.

Quase a chegar a Ravenna, e já que a estrada paralela à costa não nos deixava ver mar nenhum, resolvemos fazer novo desvio pelas praias. Desta vez fomos dar a uma praia semi-deserta, claramente uma praia de ricos, a julgar pelo café luxuoso e cheio de sofás, onde nem nos dirigiram o olhar, de deslocadas que parecíamos. A pequena pausa para chapinhar no Adriático e enterrar os pés na areia castanha foi perfeita.

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