Itália, dia 6

Depois das nossas explorações nocturnas de Ravenna, decidimos que valia a pena passar a manhã na cidade e visitar algumas igrejas e museus. Ravenna é particularmente interessante pelos seus mosaicos paleocristãos, classificados como património mundial pela UNESCO. Vimos a Basílica de Santo Apolinário o Novo, a Capela do Arcebispo, a Basílica de S. Vital e o Mausoléu de Gala Placídia.

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Como já vinha sendo hábito, antes de nos fazermos à estrada rumo a Florença, consultamos o Google Maps para escolher o caminho mais directo. E assim visto em ponto pequeno, o caminho escolhido parecia de facto o mais directo. No entanto, quando se fazia um pouco de zoom, podíamos ver que era a estrada de montanha mais torcida e retorcida que podíamos ter escolhido.

Foi o terror da Cátia, que tem uma certa fobia de alturas e precipícios, e gritou grande parte do caminho como se estivéssemos numa montanha russa interminável. Os meus tímpanos sofreram também. Mas apesar disso, e de termos demorado muito mais tempo que previsto a chegar a Florença, a vista era lindíssima e eu diverti-me imenso a guiar no nosso cinquecento por ali abaixo.

Assim que largámos os nossos tarecos no quarto do B&B, saímos, esfomeadas, em busca de alimento e recuperámos as forças na esplanada de um belíssimo restaurante grego a caminho do centro. O cansaço da viagem não foi suficiente para nos deter por ali, e ainda tivemos energia para palmilhar a cidade e ver os principais monumentos.

Era a minha terceira vez em Florença, e confesso que já não senti o mesmo encanto das vezes anteriores. Estava uma noite fabulosa e o centro estava, como sempre inundado de turistas. O comércio turístico está ali tão presente, que me senti quase num parque temático dedicado às artes. E no entanto, chegar ao final da rua e dar de caras com a gigante e maravilhosa catedral de Santa Maria dell Fiore foi, mais uma vez, emocionante.

A fachada de mármore branco, rosa e verde, decorada com um detalhe espantoso, impressiona, antes do mais, pela sua escala fora deste mundo. Ficámos por ali longos momentos, embasbacadas, hipnotizadas, pequeninas, a admirar a catedral, antes de continuarmos a nossa volta nocturna de reconhecimento da cidade e regressarmos, indescritivamente estafadas, ao nosso alojamento.

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