Onde é que eu estava?

Que alegria deve ter sido o 25 de Abril! Que inacreditável, que emocionante, que arrebatador! Vivi toda a minha vida em liberdade, apenas posso imaginar o que as pessoas sentiram nesse dia. E sou grata, todos os dias, aos que tiveram coragem de fazer a revolução. Sei que lhes devo a bela e confortável vidinha que levo.

Mas chegam as comemorações e sinto-me inevitavelmente uma miúda de escola, a ouvir os outros meninos comentar, no dia seguinte, uma festa para a qual não fui convidada. Nesse dia, não faltei à escola, não fiquei agarrada ao rádio, não fui para a rua festejar. Nasci três anos depois, bolas! Deve ter sido tão bonito…

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