Nas alturas

Detesto turistas, essa praga, adorava que fossem proibidos. Menos eu, claro, eu teria uma autorização especial para turistar.

Gosto de andar pelas zonas menos obvias da cidade (se bem que, em Paris, nem essas escapam) e gostaria de até passar por local, tal é a vergonha que tenho do que os turistas fazem a uma cidade. Mas por muito que faça o ar ocupado e carrancudo dos parisienses, e chegue mesmo deixar em casa a máquina fotográfica que me denuncia, não consigo imitar o ar blasé de quem cá mora, e vai todo o caminho a olhar para o chão, porque já ali passou milhares de vezes. É tudo tão bonito, caramba, pelo menos já repararam?

Pois apesar dos meus maiores esforços para não me juntar ao grande enxame de turistas que infesta as zonas mais populares, não sou de grandes planeamentos e às vezes lá acabo por deambular inocentemente para um desses sítios. Hoje por exemplo, quando dei por mim, estava nos jardins do Louvre, sítio onde não tencionava, de todo, por os pés. E quando a vi, toda branquinha a girar ao sol, a trazer-me memórias da minha primeira viagem a Paris, não resisti a mergulhar no cliché e ir para a fila da roda gigante, ensanduichada entre famílias americanas e casalinhos em lua de mel.

Ai! O que eu não faço por um sítio alto, com vistas deslumbrantes e oportunidades fotográficas? Acho que até deixava que me carimbassem “turista” na testa.

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